Nossas Imagens
Depois de assistir ao trecho da palestra de Vilém Flusser sobre Imagem Televisiva e Espaço Político e analisá-lo aqui no blog, li o texto, também de Flusser, Nossas Imagens. A partir dele é possível entender melhor o que ele explica na palestra, embora haja muita coisa parecida.
O que me deixou com uma grande interrogação antes foi que, para ele, a imagem era a única forma artística existente, como se a escritq nao pudesse ser adornada. Ele deixa claro que entende esse lado da escrita: "Os textos, coma as demais mediações, inclusive as imagens, obedecem a dialética interna. Representam o mundo e encobrem o mundo, são instrumentos de orientação e formam paredes opacas de bibliotecas. Desalienam e alienam o homem. O homem pode passar a esquecer a função orientadora dos textos, sua finalidade entendida, e pode passar a pensar e agir em função dos textos". Esse trecho me esclareceu bastante sobre parte do raciocínio de Vilém.
Sobre a questão do estudo da pós-história, diferentemente da palestra, Flusser se mostra otimista com acadêmicos estudando sobre as tecnoimagens. E ele também não parece ignorar tanto a função orientadora que a imagem pode ter no cotidiano humano.

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